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Bol. R. Soc. Esp. Hist. Nat. 115, 2021. (publicado online)


Comunicaciones especializadas

Publicado online el 26-04-2021

Os topónimos das ilhas atlânticas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na história da Paleontologia


The toponyms of the Atlantic islands from the Community of Portuguese Speaking Counties (CPLP) in the history of Palaeontolog

Rogério B. Rocha (†), Pedro M. Callapez, José C. Kullberg & Paulo S. Caetano

Bol. R. Soc. Esp. Hist. Nat. 115. Publicacin online (26-04-2021)

Resumen

O recurso a topónimos locais é de uso frequente na descrição científica de novas espécies. Numa perspetiva histórica da taxonomia paleontológica, estes enriquecem substancialmente a nomenclatura existente e permitem contextualizações geográficas mais efetivas. Desde meados do século XIX, os Açores, Madeira e Cabo Verde foram visitados por muitos naturalistas, os quais descreveram floras e faunas atuais e fósseis, usando frequentemente a toponímia local. Daí resultou, sobretudo, a descrição de mais de 60 novos táxones de invertebrados fósseis (ou “subfósseis”) do Cretácico Inferior ao Holocénico, para além de quatro vegetais, um cocolitoforídeo e um icnofóssíl, a partir de topónimos das ilhas atlânticas da Macaronésia da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Os mais utilizados foram Porto Santo (Madeira) (9), Madeira (6), Açores (6), Santa Maria (Açores) (5) e Cabo Verde (6), mas outros existem ligados a designações locais, como povoações e geoformas. Dado que muitos outros topónimos também têm servido para espécies atuais dos mesmos arquipélagos, incluindo São Tomé e Príncipe, e que as associações paleontológicas dos depósitos destas ilhas ainda carecem, em grande medida, de estudos aprofundados, é natural que parte destes táxones ainda venham a ser encontrados em novas jazidas, enriquecendo a presente lista. É interessante notar, também, que alguns dos nomes adotados não cumprem as regras do ICNZ (International Code of Zoological Nomenclature - Código Internacional de Nomenclatura Zoológica), necessitando de futura revisão.

Palabras clave: Nomenclatura paleontológica, Topónimo, História da Paleontologia, Açores e Madeira, Cabo Verde, Macaronésia.

Abstract

The use of local toponyms is common practice in the scientific description of new species. In a historical perspective of palaeontological taxonomy, this use of toponyms substantially enriches the existing nomenclature and allows for a more effective geographical contextualization. Since the mid-XIX century, many naturalists have visited the Azores, Madeira and Cape Verde islands in order to describe their recent and fossil floras and faunas, often using the local toponymy. This resulted, most importantly, in the description of more than sixty new taxa of Lower Cretaceous to Holocene invertebrate fossils (or “subfossils”), in addition to four plants, one cocolithophorid and one ichnofossil, using toponyms from the CPLP (Community of Portuguese Speaking Countries) Atlantic islands of Macaronesia. The most used were Porto Santo (Madeira) (9), Madeira (6), Azores (6), Santa Maria (Azores) (5) and Cape Verde (6), but others exist linked to local designations, such as settlements and geoforms. Given that many other toponyms have also been used for recent species from the same archipelagos, including São Tomé and Príncipe, and that many palaeontological associations preserved in deposits from these islands require more in-depth studies, it is foreseeable that part of these taxa may still be found in new sites, enriching the present list. It is also interesting to note that some of the adopted names do not fully comply with the rules of the ICZN (International Code of Zoological Nomenclature), meaning that a future review is essential.

Keywords: Palaeontological nomenclature, Toponym, History of Palaeontology, Azores and Madeira, Cape Verde, Macaronesia.





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